Turquesa: do Irã ao Arizona

 O nome dessa gema vem do francês pierre turquoise, que significa pedra turca. Mas, curiosamente, a turquesa não é encontrada na Turquia e sim no Irã, Afeganistão, Austrália e sudoste dos Estados Unidos. 
Por que, então, pedra turca?  É que para chegar na Europa, vinda da Ásia Central, as turquesas passavam pela Turquia, um ponto estratégico das rotas comerciais da época. Ee os mercadores venezianos geralmente compravam as pedras em bazares turcos. 
Uma das gemas mais antigas encontradas em registros históricos, a turquesa foi aplicada em joias, amuletos e objetos de decoração desde a antiguidade. 


Os índios Navajos norteamericanos usavam tuquesa para atrair chuva e sua joalheria é, basicamente, fundamentada em prata e turquesas das mais diversas variedades. 
Robbin’s Egg Blue e Sleeping Beauty são, atualmente, as mais valorizadas, ambas das minas do Arizona (EUA). O mercado considera as esverdeadas inferiores, assim como as turquesas Spider Web, que apresentam inclusões no formatode teia de aranha.  Para mim, que sou apaixonada por esta gema e por esta cor, seja qual for a variedade, turquesas sempre rendem joias únicas.  




Curiosidade: a tonalidade das cobiçadas embalagens da joalheria Tiffany and Co., famosa mundialmente pela qualidade e elegância,  só poderia ser turquesa.



 Colunista - Isabella Blanco


Jornalista há 30 anos, fotógrafa e designer de joias, Isabella Blanco foi criadora da Revista Retrô – Coleções & Antiguidades, publicada no Brasil entre 2005 e 2008; fez cursos de design de joias na Escola Nova de Ricardo Mattar, em São Paulo; de História da Arte na Escola do MASP, em São Paulo, e no Museu do Louvre, na França; e de gemologia na AJESP – Associação os Joalheiros do Estado de São Paulo (2011), entre outros.

Isabella desenha suas próprias joias desde a década de 80, quando começou a estudar e colecionar exemplares de época, com ênfase nos períodos Vitoriano, Art Nouveau e Art Déco. Em 2009, lançou-se no mercado de joalheria e, em 2012 abriu seu ateliê em São Paulo.


Ainda em 2012, levou a mostra “Joias com História – Do Vitoriano ao Art Déco” para o Museu de Arte Sacra de São Paulo, encerrando os dois meses de exposição com um ciclo de palestras sobre a História da Joalheria dentro da São Paulo Design Week. Em 2013, participou do Salão de Artes no Clube A Hebraica, e da coletiva de joalheiros no lançamento da Maison Baccarat, ambos na capital paulista. Suas peças podem ser encontradas na loja do Museu da FAAP, na Central de Designers e em seu ateliê, todos em São Paulo.








Nenhum comentário

Deixe seu comentário!

Tecnologia do Blogger.
TOPO