Opala: pedra de mau agouro? - por Isabella Blanco


Do latim “opalus”, significa pedra preciosa. Extraídas desde o século XIV na antiga Tchecolosváquia, no século XIX foi associada a má sorte e sua popularidade declinou. Talvez por que, na França, acreditavam que quem usasse a pedra se tornaria invisível, permitindo que a pessoa roubasse sem ser pego. Outro fato que contribuiu para estigmatizar a Opala foi a associação da pedra ao sofrimento da rainha Vitoria, durante sua viuvez.



Mesmo com tantas susperstições, a Opala voltou a ser valorizada durante os movimentos Arts & Crafts e Art Nouveau (final do século XIX, começo do XX), pois ficavam muito harmônicas combinadas ao esmalte, material utilizado também no período.

As variedades são muitas. Desde a opala Oregon, bem transparente e encontrada neste estado norte-americano, até a Opala azul e rosa do Peru; e a Opala de fogo – de uma cor laranja bem vívida- vinda do México e a Opala Negra, da Austrália, considerado o maior produtor de Opalas, com quase 95% das pedras comerciazlizadas no mundo vindas das minas de lá.


Até o século XIX, eram raras. Atualmente, essas pedras de fogo e luz, e que refletem todas os tons do arco-iris através de seu jogo de cores, permanece forte na joalheria internacional.



Colunista - Isabella Blanco


Jornalista há 30 anos, fotógrafa e designer de joias, Isabella Blanco foi criadora da Revista Retrô – Coleções & Antiguidades, publicada no Brasil entre 2005 e 2008; fez cursos de design de joias na Escola Nova de Ricardo Mattar, em São Paulo; de História da Arte na Escola do MASP, em São Paulo, e no Museu do Louvre, na França; e de gemologia na AJESP – Associação os Joalheiros do Estado de São Paulo (2011), entre outros.

Isabella desenha suas próprias joias desde a década de 80, quando começou a estudar e colecionar exemplares de época, com ênfase nos períodos Vitoriano, Art Nouveau e Art Déco. Em 2009, lançou-se no mercado de joalheria e, em 2012 abriu seu ateliê em São Paulo.

Ainda em 2012, levou a mostra “Joias com História – Do Vitoriano ao Art Déco” para o Museu de Arte Sacra de São Paulo, encerrando os dois meses de exposição com um ciclo de palestras sobre a História da Joalheria dentro da São Paulo Design Week. Em 2013, participou do Salão de Artes no Clube A Hebraica, e da coletiva de joalheiros no lançamento da Maison Baccarat, ambos na capital paulista. Suas peças podem ser encontradas na loja do Museu da FAAP, na Central de Designers e em seu ateliê, todos em São Paulo.


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