Malachitas: ondas verdejantes por Isabella Blanco

Uma de minhas pedras preferidas, a Malachita produz efeitos fantásticos em trabalhos de joalheria, principalmente pelas variações de desenhos que apresenta, ora com veios que sugerem ondas, ora com listras e padrões geométricos. Além disso, é uma gema bem acessível, permitindo o uso em alta quilatagem e em lapidações as mais variadas como contas, cabochon, briollete entre outras.
Conhecida no Egito, há 3.000 aC., foi muito popular também entre os gregos e romanos, que a usavam na joalheria, em ornamentos e como sombra para os olhos, depois de moída. Seu nome pode vir do grego malakos (mole) pois trata-se de uma gema bem macia. Na idade Média, aceditava–se que a Malachita possuía poderes contra mau olhado, além de ser utilizada para curar indisposições estomacais.
Czares rusos usavam a variedade dos Urais para produzir ornamentos para seus castelos e para trabalhos de marcheterie em móveis e objetos. Hoje, a fonte mais importante está no Zaire. Austrália, Chile Africa do Sul e EUA também são produtores de malachita de qualidade.



Colunista - Isabella Blanco


Jornalista há 30 anos, fotógrafa e designer de joias, Isabella Blanco foi criadora da Revista Retrô – Coleções & Antiguidades, publicada no Brasil entre 2005 e 2008; fez cursos de design de joias na Escola Nova de Ricardo Mattar, em São Paulo; de História da Arte na Escola do MASP, em São Paulo, e no Museu do Louvre, na França; e de gemologia na AJESP – Associação os Joalheiros do Estado de São Paulo (2011), entre outros.

Isabella desenha suas próprias joias desde a década de 80, quando começou a estudar e colecionar exemplares de época, com ênfase nos períodos Vitoriano, Art Nouveau e Art Déco. Em 2009, lançou-se no mercado de joalheria e, em 2012 abriu seu ateliê em São Paulo.

Ainda em 2012, levou a mostra “Joias com História – Do Vitoriano ao Art Déco” para o Museu de Arte Sacra de São Paulo, encerrando os dois meses de exposição com um ciclo de palestras sobre a História da Joalheria dentro da São Paulo Design Week. Em 2013, participou do Salão de Artes no Clube A Hebraica, e da coletiva de joalheiros no lançamento da Maison Baccarat, ambos na capital paulista. Suas peças podem ser encontradas na loja do Museu da FAAP, na Central de Designers e em seu ateliê, todos em São Paulo.

Nenhum comentário

Deixe seu comentário!

Tecnologia do Blogger.
TOPO